terça-feira, 28 de outubro de 2008
Prisão de Ventre
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Tema Livre
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Crustáceo Oprimido
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Aguardente Delinqüente
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
A Carne é Fraca
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Seu Sim
Sustento do cesto colado sozinho
Infiltro colosso impávido pensar
Taverna caminha em robusto dialeto
Vitória suspende a saída do assombro
Caixão e vela preta possam tablóides
Presença agradável impera humor
Todavia trazendo o trafico pro cá
Ela passou desdentada sem vínculo
Sorriso inerte sem sombra de dívidas
Tudo podendo naquele fracasso
Provém incapaz da roda gigante
Tempo sadio no pulso cortante
Aviso expresso no labirinto berrante:
“Sequer no advento de a fêmea bovina expirar
por fortes contrações pneumolaringobucais”
Um clone do cone placando o caminho
Pastores pastando no pasto de espinhos
Disfarce estratégico clareia parâmetro
Fortalece e sustenta a cultura
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Abre-te, Ruínas!
Logo quando o sol nasceu Carvalho acordou. Tomou seu café. Deu um beijo na esposa e na filha e saiu pro trabalho. Cara de sono e mente vazia, irritação em saber que mais um dia começara na semana. Ele sempre pega o mesmo ônibus lotado. Muita gente disposta, outras não. Uma imensa mistura de perfumes e odores no coletivo. Carvalho analisa o vai e vem das casas no caminho. Ruas, pessoas, lojas fechadas. A feira é a pior parte. Mau cheiro! Animais vivos misturam-se com os mortos. Bêbados da noite, enojando as pessoas despertadas e ativas. Almeja em descer do ônibus e sentir o ar matinal. Caminhar e esticar as pernas. Quase fecha os olhos por um instante. Gente falando, gargalhando, muitos abrindo a boca em demonstração de sono e cansaço do dia anterior, um domingo. Alguém com cheiro de cigarro barato. Carvalho não gosta daquilo. “Eu devia comprar um carro, até mesmo uma moto que é mais econômico” fala em voz baixa. Só pensa na chegada, onde tudo aquilo passa temporariamente. Pensa na vida, na sua filha. Bons pensamentos fluem, e, esquece por minutos todo aquele embaraço mútuo. Todo mundo é igual no ônibus, mais ainda se lotado. Aperto e às vezes constrangimento. Uma mulher grávida cedeu lugar a outra com criança de colo. Idosos não têm vez. Certos valores desaparecem. Ética, respeito, educação por exemplo. Amoralidade! Finalmente o ônibus chega onde Carvalho vai descer. Ele desce, vai a uma barraca e pede uma água de coco.
